A audição é avaliada por meio de exames que mensuram o menor nível de pressão sonora necessária para que ocorra a sensação auditiva. Tais exames expressam seus resultados numa unidade de medida denominada Decibel.
Quanto maior o nível de intensidade do som para desencadear essa sensação, maior será a perda de audição. Nós dividimos os graus de perda auditiva em leve, moderado, severo e profundo.
Quanto maior o grau da perda auditiva, maior será a dificuldade de percepção e utilização da informação acústica.
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hearinglossdemo.php
No caso de uma perda auditiva de grau leve, a indicação ao uso dos aparelhos auditivos é discutível, e vai depender das dificuldades existentes nas situações de comunicação.
Perdas auditivas de grau moderado, severo e profundo poderão se beneficiar do uso dos aparelhos de amplificação sonora. Sabe-se que quanto mais cedo for realizado o diagnóstico, a indicação e a seleção dos aparelhos de amplificação, melhores serão as oportunidades de amenizar os prejuízos causados pela diminuição da capacidade auditiva quando pensamos na criança que possui a perda de audição. Existem tipos diferentes de perdas auditivas. Elas podem ser condutivas ou neurossensorias.
A perda auditiva condutiva é causada por problemas na orelha média. Pode ser uma perda temporária porque, na maioria das vezes, ela é causada pela otite, uma infecção muito freqüente em crianças pequenas e em idade escolar.As perdas auditivas neurossensorias acontecem quando existe lesão nas células ciliadas externas e internas da cóclea, e então não é possível a conversão do som em informação elétrica para o nervo auditivo. Na maioria das vezes são causadas por doenças adquiridas durante a gestação ou por síndromes genéticas.
As perdas auditivas podem ser congênitas (presentes ao nascimento) ou adquiridas (manifestação após o nascimento).
As principais causas da perda auditiva congênita podem estar relacionadas com algumas doenças infecto-contagiosas adquiridas durante a gestação (como citomegalovírus, toxoplasmose, rubéola), complicações ao nascimento, síndromes genéticas e história de outras pessoas com deficiência auditiva na família.
As perdas auditivas adquiridas podem ser causadas por algumas doenças como meningite, sarampo, caxumba e rubéola e até doenças da orelha média - sim, as otites- que, se ocorrerem com certa freqüência e sem o devido acompanhamento médico, poderão causar uma perda permanente. Outras patologias também podem causar a perda auditiva, tais como Doença de Ménière e otoesclerose.
Sabemos que uma limitação na capacidade auditiva pode acarretar em uma série de implicações para o desenvolvimento da criança. No entanto, a boa notícia é que hoje existem muitos recursos e há muito que pode ser feito para minimizar esses efeitos e tornar a vida da criança melhor e mais fácil. A tecnologia é um forte aliado.
Atualmente os aparelhos auditivos possuem inúmeros recursos e até nos casos de perdas auditivas mais severas, quando o aproveitamento ao uso da amplificação é limitado, o implante coclear também auxilia a diminuir os prejuízos causados pela deficiência.
No mais, é importante lembrar que todas as crianças, sendo portadoras ou não de uma perda auditiva, possuem características próprias do desenvolvimento. Cada criança é única e possui o seu tempo. Existem aspectos que são mais afetados pelo grau da perda auditiva. Neste caso, a informação torna-se um aliado muito útil na busca de amenizar tais efeitos.
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