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Phonak Pediátrico: 40 anos conectando as crianças ao mundo!
Há 40 anos a Phonak vem desempenhando um papel fundamental, desenvolvendo e oferecendo as melhores soluções auditivas para as crianças em qualquer idade. Nossa estreita colaboração com você, nos permitiram realizar avanços tecnológicos exclusivos que melhoram a vida de milhões de crianças em todo o mundo. Juntos, iremos continuar a conectar as crianças ao mundo e deixá-los atingirem seu pleno potencial.
Junte-se a nós em www.programainfantilphonak.com.br para manter-se atualizado e celebrarmos os 40 anos de comprometimento da Phonak em soluções auditivas pediátricas ao longo de 2013 e 5 anos de atividade do Programa Infantil Phonak no Brasil.
Em breve, mais novidades para você!
Equipe de Adaptação Pediátrica
Phonak do Brasil

Phonak Pediátrico: 40 anos conectando as crianças ao mundo!

A principal causa da surdez na infância é a herança genética

Só 5% das crianças com deficiência que entram na escola chegam ao ensino médio

Fases de crescimento e desenvolvimento que modificam o sono do bebê e da criança

Iniciativa do Hear the World no Brasil orienta professores a identificarem perda auditiva em alunos

App de comunicação para pessoas com deficiência terá novas versões

Testes em crianças identificam problemas de linguagem que podem prejudicar a alfabetização

Criança com muita dificuldade de aprender a ler pode ter dislexia; conheça o transtorno

Fonoaudiólogos querem implementar teste para detectar língua presa em recém-nascidos

Aprendendo o alfabeto no primeiro dia de aula de faculdade

Em 10 anos, número de matrículas de alunos com deficiência sobe 933,6%

Tablets caem no gosto das crianças; será a nova babá eletrônica?

Por que ter um profissional de fonoaudiologia nas escolas?

Pais superprotetores inibem o crescimento do cérebro de seus filhos

80% dos pais não notam perda auditiva dos filhos

24 respostas para as principais dúvidas sobre inclusão - As soluções para os dilemas que o gestor enfrenta ao receber alunos com deficiência

A história da minha vida - Helen Keller

Um quinto das crianças de até 5 anos tem dificuldades para ouvir

Foto: Getty Images
Cerca de 20% das crianças em idade pré-escolar - entre 1 e 5 anos - apresentam algum nível de perda auditiva. No grupo que já frequentava a escola - entre 6 e 12 anos -a incidência de problemas de audição é de 6%. Os dados estão em estudo, feito no Rio de Janeiro, entre outubro de 2010 e março deste ano, que avaliou 433 crianças até 12 anos. O trabalho serve de alerta a pais e médicos.
"Este resultado mostra que é preciso ter mais cuidado na investigação auditiva em crianças em idade pré-escolar", afirma a autora da pesquisa, a fonoaudióloga Viviane Fontes, acrescentando que a diminuição da capacidade auditiva pode ocorrer por fatores como otites, dores de ouvido, alergias respiratórias, sinusite e rinite crônicas. Além de perfuração de tímpano, caxumba e até pelo uso inadequado do cotonete.
Segundo a fonoaudióloga, as perdas nem sempre são totais, e muitas podem ser revertidas se identificadas logo. Ela alerta que o problema pode comprometer o desenvolvimento da criança: "Nesta fase, o pequeno está adquirindo a linguagem. Não ouvir bem acarreta dificuldade na fala, escrita e aprendizado".
Para piorar, como nesta faixa etária a criança ainda não se expressa bem, há dificuldade de perceber que há um problema. Além disso, a forma de diagnóstico mais comum, a audiometria, é mais eficaz nas crianças mais velhas.
Para diagnosticar as perdas auditivas, o melhor é o teste da orelhinha. "Ele é feito em recém-nascidos, mas pode ser realizado em qualquer idade", diz Viviane. No Rio, maternidades municipais fazem o teste. Ele pode ser feito ainda nos Centros de Saúde Waldir Franco, em Bangu, e Madre Teresa de Calcutá, na Ilha do Governador.
Sinais
Entre as crianças que podem ter problemas de audição, estão as que falam muito alto, precisam ser chamadas muitas vezes antes de atender e as que ficam muito de boca aberta e coçam muito os ouvidos.
Teste
Para ter acesso gratuito ao Teste da Orelhinha, basta ir a qualquer unidade de saúde do município e obter encaminhamento para locais que fazem o teste. Até o fim do ano, ele será oferecido em 10 unidades.
Fonte: Terra Saúde

Facebook lança guia para ajudar professores a usar mídia social
Há cada dia o Facebook mostra que veio para ficar. Depois de ser a maior rede social do mundo, desbancar a audiência do Orkut e lançar uma ferramenta de sucesso como o Places, agora a mídia social inventou mais uma, o Facebook para Educadores destinado aos professores.
O guia é para auxiliar estes profissionais a entender e aproveitar a mídia social na sala de aula. O material é gratuito e pode ser acessado no endereço http://facebookforeducators.org/.
O guia foi escrito pela especialista em educação Linda Fogg Phillips, pelo mestre Derek Baird e pelo doutor. BJ Fogg. Segundo Phillips, "os professores estão reconhecendo que precisam ter um melhor entendimento sobre o Facebook e utilizá-lo de forma positiva e produtiva para apoiar a educação dos alunos do século 21".
A especialista afirma que o Facebook influencia todos os aspectos da sociedade e está mudando a maneira de se comunicar e interagir. "Os professores precisam conhecer e entender essa tecnologia para que sejam capazes de atender às necessidades educacionais dos alunos de hoje. Também precisam saber ensinar e estimular seus alunos a serem bons 'cidadãos digitais'", diz.
Segundo Phillips, os educadores podem utilizar a mídia social como forma de aprendizado em sala de aula. "Os professores que entendem que uma das ferramentas mais poderosas para o ensino é também um meio que promove o entusiasmo pelo aprendizado, têm grande capacidade de engajar seus alunos em uma experiência de aprendizado ativa. Alguns professores estão usando o Facebook como uma ferramenta para apoiar discussões em classe, ampliar a conscientização de eventos e causas, estimular a colaboração entre os alunos e encorajar o aprendizado além da sala de aula", afirma.
Ela afirma ainda que a ferramenta para os professores foi desenvolvida para oferecer informações atualizadas sobre o Facebook, além de conteúdo sobre como utilizar a mídia como uma ferramenta de suporte para a educação. "Os professores encontrarão tutoriais fáceis de entender, informações mais detalhadas, dicas e ideias criativas sobre o uso do Facebook na educação", completa.
Por enquanto o material está disponível apenas em inglês, mas, segundo o Facebook, em breve será traduzido para outros idiomas.
Fonte: Terra Educação

Distúrbio auditivo é confundido com déficit de atenção
Mariana Versolato

Muitos dos sintomas são iguais: dificuldade de se concentrar, desorganização, esquecimento, mau desempenho na escola e problemas de relacionamento.
Por isso a dificuldade de saber se uma criança com dificuldade de aprendizagem tem transtorno de deficit de atenção e hiperatividade ou DPAC (distúrbio do processamento auditivo central).
O problema é uma falha na forma como o sistema nervoso central processa o som. Não há deficiência no aparelho auditivo, mas uma dificuldade para compreender o significado da mensagem.
Nomeado oficialmente nos EUA em 1996, o distúrbio ainda está se tornando mais conhecido por pais e professores. Segundo estudos, pode atingir até metade das crianças com dificuldades de aprendizagem.
Ainda se sabe pouco sobre causas -infecções no ouvido na infância estão entre elas, mas suspeita-se também de alterações neurobiológicas genéticas e meningite.
Crianças inteligentes, interessadas e que, mesmo assim, vão mal em várias matérias são candidatas a ter DPAC. É o caso de Eduarda, 12, de Brasília.
A mãe, Luísa Casado Lima, afirma que a filha sempre foi esforçada, mas não conseguia se concentrar e começou a cometer erros de grafia.
Luísa, que é dentista, levou a filha a uma fonoaudióloga, a um neurologista e a um ortopedista. No exame de audiometria, feito em cabine acústica, o processamento auditivo estava alterado.
Eduarda ouvia bem, mas não entendia o que era dito.

Créditos: Editoria de Arte/Folhapress
MODA
A mãe acha que o DPAC é moda. "Todo aluno tem alguma coisa, qualquer dificuldade é atribuída a alterações."
O filho dela, Henrique, 10, também foi diagnosticado com o problema.
O neuropediatra Paulo Junqueira também percebe um crescimento no número de diagnósticos.
Para a fonoaudióloga Vera Lúcia Garcia, diretora secretária da Associação Brasileira de Fonoaudiologia, os diagnósticos vão ficando mais específicos com a evolução da neurociência.
"Hoje a disseminação do distúrbio é maior e há mais recursos para avaliá-lo."
Nicholas Araujo, 9, do Rio, também foi diagnosticado com o DPAC. A mãe, Rachel, demorou para descobrir quais eram as dificuldades.
O que chamava a atenção da mãe é que qualquer frase era interpretada ao pé da letra. "O Nicholas não entendia brincadeiras, piadas, algo com duplo sentido", diz.
O tratamento é feito com fonoterapia, para ajudar a criança a separar e entender o que ouve.
Além de terem sintomas similares, o deficit de atenção e o distúrbio auditivo podem coexistir -o que é muito comum, segundo o neuropediatra Paulo Alves Junqueira. "É preciso tomar muito cuidado ao colocar um rótulo porque as características são similares. Há uma linha muito tênue entre os dois."
Fonte: Folha on line
Voltando a ouvir

Amamentação melhora desempenho escolar da criança
Por Nicholas Bakalar
The New York Times
Mais um benefício da amamentação: melhor desempenho escolar na infância, pelo menos em algumas crianças.
Pesquisadores da Austrália registraram a duração da amamentação de 1.038 bebês e então testaram seu desempenho escolar aos 10 anos de idade, usando exames padronizados de matemática, leitura e redação.
Quando controlaram fatores como a idade da mãe, nível de instrução, estado civil, renda familiar e outros, os pesquisadores descobriram que a amamentação por seis meses ou mais esteve associada a um melhor desempenho nessas habilidades acadêmicas, mas apenas no caso dos meninos.
A principal autora do estudo, Wendy H. Oddy, professora associada de nutrição da University of Western Australia, disse que os motivos para a diferença entre os gêneros não estão claros. "Achamos que os meninos tendem a ser mais vulneráveis ao estresse", explicou. "Os hormônios femininos podem ter um efeito protetor".
O estudo, publicado na edição de janeiro do "Pediatrics", teve vários pontos positivos. Ele acompanhou as crianças por um longo período e teve uma amostra grande. Os dados foram coletados na época em que as mulheres pararam de amamentar, mas os cientistas não puderem ajustar fatores como duração da licença maternidade, apoio do companheiro, entre outros.
"Os resultados contribuem para a forte evidência de que a amamentação mais longa possível é benéfica para a saúde da criança", disse Oddy, "mas especialmente para o desenvolvimento cerebral".
Tradutor:
Gabriela d'Ávila
Fonte: Uol

Conheça um pouco sobre o sistema de fm para pessoas com deficiência auditiva

Nem mesmo os aparelhos auditivos mais avançados são capazes de resolver todas as dificuldades causadas pela perda auditiva. Para amenizar isso, existe o sistema FM.
Nem mesmo os aparelhos auditivos mais avançados são capazes de resolver todas as dificuldades causadas pela perda auditiva. Mesmo para a pessoa que desfruta das inúmeras vantagens de um aparelho auditivo, certas situações podem dificultar a clareza no ouvir. Lugares com muito ruído ambiente e a distância da fonte sonora, por exemplo. O chamado ruído de fundo pode dificultar a compreensão e quanto maior a distância da fonte sonora, menor o volume de som ouvido. Para amenizar ao máximo esse tipo de problemas, existe o sistema FM.
O que é o sistema FM?
O sistema FM (transmissor de FM/receptor de FM) funciona, basicamente, como um microfone sem fio, que transmite o som diretamente para o ouvido. Um microfone (utilizado pela fonte sonora) capta o sinal desejado e o envia diretamente a um ou dois receptores (conectados ao aparelho auditivo). Com a amplificação adequada, o resultado é uma conexão clara e direta entre a fonte sonora e quem usa o aparelho; a voz é transmitida ao receptor como se quem está falando estivesse bem perto do ouvinte, sem a interferência do ruído de fundo e nem a diminuição do volume causada pela distância.
Por que utilizar o sistema FM nas escolas?
O ambiente de uma sala de aula apresenta dois problemas básicos para a criança que usa aparelho auditivo: o ruído de fundo e a distância entre o professor e o aluno. O ruído de fundo normal de uma sala de aula, que nem precisa ser alto, gera desconforto e dificuldade de compreensão. A distância entre o interlocutor e o ouvinte também agrava esses problemas, já que quanto maior a distância entre o professor e o aluno, menor será o volume de sua voz ouvido pela criança. O sistema FM é de fundamental importância porque elimina essas duas dificuldades na plena compreensão do que é falado, já que elimina o ruído e supera a perda de energia do som causada pela distância.
O sistema FM no mundo
Pesquisas apontam que o uso do sistema FM nas escolas tem trazido enormes benefícios às crianças com problemas auditivos. As crianças apresentam melhor desenvolvimento da linguagem e da fala, fundamentais no processo de aprendizado. Nos países em que o sistema FM é utilizado em sala de aula, a criança com deficiência auditiva apresenta menos cansaço depois das aulas, o que resulta em melhor desempenho nos estudos.
O sistema FM é atualmente a melhor tecnologia disponível para aprimorar a compreensão da fala em ambientes com acústica desfavorável. Nos países desenvolvidos o FM já é uma realidade e vem sendo recomendado pelos profissionais que trabalham com audiologia pediátrica como fundamental no desenvolvimento escolar de crianças com perda auditiva.
O Brasil e o suporte às pessoas com perda auditiva
O Governo brasileiro, através de um programa muito bem estruturado, a “Política Nacional de Atenção à Saúde Auditiva” (Portaria nº 2.073./2004 do Ministério da Saúde), financia aparelhos auditivos e implantes cocleares para deficientes auditivos, proporcionando assim qualidade de vida a pessoas que, devido às limitações impostas pela perda auditiva, muitas vezes se isolavam do convívio social e familiar. O programa foi um grande avanço social em prol dos deficientes auditivos, porém ainda não cobre os sistemas de FM.
Dos direitos do cidadão com deficiência
A educação consta como direito social garantido pelo artigo 6º da Constituição Federal e entende-se que, ao garantir a educação, está se garantindo também todos os mecanismos necessários para o aprendizado, no caso de pessoas com deficiência. No caso de pessoas com deficiência auditiva, principalmente as crianças em idade escolar, a utilização do sistema FM se encaixa perfeitamente no artigo 208, que estabelece:
“O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de: (...) Inciso III – atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino;(...)”
No artigo 17 da Lei nº 10.098 fica estabelecido claramente que:
“O Poder Público promoverá a eliminação de barreiras na comunicação e estabelecerá mecanismos e alternativas técnicas que tornem acessíveis os sistemas de comunicação e sinalização às pessoas portadoras de deficiência sensorial e com dificuldade de comunicação, para garantir-lhes o direito de acesso à informação, à comunicação, ao trabalho, à educação, ao transporte, à cultura, ao esporte e ao lazer.”
Fonte: ADAP

Fundação Hear the World apóia Programa de Treinamento em serviço de referência em Triagem Auditiva em São Paulo
É com muita satisfação que divulgamos o apoio da Fundação Hear the World para o treinamento em Triagem Auditiva Neonatal num serviço de referência em Saúde Auditiva de São Paulo.
O treinamento é promovido pela Derdic – PUC-SP/Centro Audição na Criança, e tem como objetivo oferecer aos fonoaudiólogos o aperfeiçoamento profissional aliando a teoria, discussões técnicas e vivência prática num serviço de referência em hospital de grande porte de São Paulo.
O treinamento possui duas modalidades e é destinado aos fonoaudiólogos inscritos no Conselho Regional de Fonoaudiologia de sua região.
Para mais informações, clique aqui ou entre em contato pelo tel (11) 5908-8000 ramal 8040

Balbuciar é fundamental para o desenvolvimento dos bebês
As consoantes no balbucio significam que o bebê está praticando, moldando son ao aprender a manobrar boca e língua, e escutando os resultados
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Como pediatra, sempre pergunto sobre os balbucios. “O bebê está fazendo sons?” pergunto ao pai de um bebê de 4, 6 ou 9 meses. A resposta raramente é “não”. Mas caso seja, é importante tentar descobrir o que pode estar acontecendo
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Se um bebê não está balbuciando normalmente, algo pode estar interrompendo o que deveria ser uma corrente essencial: poucas palavras estão sendo ditas ao bebê, algum problema evitando que ele escute o que é dito, ou dificuldades em processar essas palavras. Algo errado na casa, na audição ou talvez no cérebro.
Os murmúrios estão cada vez mais sendo compreendidos como um precursor essencial à fala, e como um indicador básico do desenvolvimento cognitivo e sócio-emocional. E pesquisas estão separando os componentes fonéticos desse balbucio, associado à interação de fatores neurológicos, cognitivos e sociais.
A primeira coisa importante sobre o balbucio é também a primeira coisa a ser notada: bebês balbuciam de maneiras similares. Durante o segundo ano de vida, eles moldam seus sons nas palavras de seu idioma nativo.
A palavra “balbucio” (“blabber”, em inglês) é significativa e representativa – sílabas repetitivas, brincando em torno das mesmas consoantes. (Na verdade, a palavra em inglês provavelmente não veio da Torre de Babel, conforme sustenta a sabedoria popular, mas dos sons parecidos com “ba ba” feitos pelos bebês.)
Segundo D. Kimbrough Oller, professor de audiologia e patologias da fala na Universidade de Memphis, algumas das mais recentes pesquisas analisam os sons que bebês produzem no primeiro semestre de suas vidas, quando eles estão “guinchando, murmurando e produzindo sons básicos”. Esses sons são a fundação da linguagem posterior, disse ele, e aparecem em todo tipo de interações sociais e brincadeiras entre pais e bebês – ainda sem envolver sílabas formadas, ou qualquer coisa que soe como uma palavra.
“Ultrapassando os seis meses de idade, os bebês começam a produzir balbucios gerais, sílabas bem formadas”, disse Oller. “Os pais não tratam esses sons iniciais como palavras; quando as sílabas gerais começam a aparecer, os pais as reconhecem como abertas a discussões”.
Ou seja, quando o bebê diz algo como “ba ba ba”, os pais podem entender como uma tentativa de dar nome a algo, e propor uma palavra em resposta.
Na maioria das vezes, eu pergunto aos pais: “Ele faz barulhos? Ela soa como se estivesse falando?” E na maioria das vezes, os pais acenam positivamente e sorriem, reconhecendo as vozes de bebês que se tornaram parte das conversas de família.
Mas a nova pesquisa sugere uma linha mais detalhada de perguntas: aproximadamente aos 7 meses, os sons de desenvolveram em balbucios gerais, incluindo vogais e consoantes? Bebês que partem para vocalizações sem muitas consoantes, fazendo apenas sons como “aaa” ou “ooo”, não estão praticando os sons que os levarão a formar palavras, e não estão treinando os músculos da boca necessários ao surgimento de uma linguagem compreensível.
“Um bebê ouve todos esses sons e é capaz de diferenciá-los antes de poder reproduzi-los”, disse Carol Stoel-Gammon, professora emérita de ciências da fala e da audição na Universidade de Washington. “Para fazer um ‘m’, você precisa fechar a boca e o ar tem de sair pelo nariz. Isso não nasce em algum lugar de seu cérebro, é algo que se precisa aprender”.
As consoantes no balbucio significam que o bebê está praticando, moldando sons ao aprender a manobrar boca e língua, e escutando os resultados.
“Eles chegam nesse ponto aos 12 meses”, continuou Stoel-Gammon, “e acredito que eles consigam isso porque se tornam cientes dos movimentos motores orais que diferenciam um ‘b’ de um ‘m’”.
Os bebês precisam ouvir uma linguagem real, de pessoas reais, para aprender absorver essa habilidade. A televisão não faz o mesmo, e tampouco os vídeos educacionais; pesquisas recentes sugerem que esse aprendizado é, em parte, moldado pela qualidade e pelo contexto da reação adulta.
Para estudar os balbucios, pesquisadores começaram a examinar a reação social – do bebê e do adulto. Michael H. Goldstein, professor-assistente de psicologia na Universidade Cornell, conduziu experimentos mostrando que os bebês aprendem melhor com o estímulo parental – adquirindo novos sons e padrões, por exemplo – se os pais oferecem esse estímulo especificamente em resposta ao balbucio do bebê.
“Naquele momento de balbucios, os bebês parecem preparados a absorver mais informação”, explicou ele. “Trata-se de criar uma interação social onde agora você pode aprender coisas novas”.
Um estudo realizado neste ano por esse grupo examinou como os bebês aprendem os nomes de objetos novos. Mais uma vez, oferecer as novas palavras de vocabulário em resposta às próprias vocalizações dos bebês fazia com que eles aprendessem melhor os nomes.
Os experimentos sustentam que as vocalizações de um bebê sinalizam um estado de atenção focada, uma disponibilidade para aprender a linguagem. Quando os pais respondem aos balbucios dando o nome do objeto em sua mão, segundo esse argumento, as crianças têm maiores chances de aprender palavras. Assim, se um bebê olha para uma maçã e diz, “ba ba”, é melhor responder dando o nome da maçã do que supondo, por exemplo, “Você quer sua mamadeira?”.
“Acreditamos que os bebês tendem a emitir balbucios quando estão num estado predisposto a aprender novas informações, eles estão estimulados, interessados”, afirmou Goldstein. “Quando eles estão interessados em algo, a tendência é que franzam a sobrancelha”, continuou ele; os pais devem entender que esse balbucio pode ser “uma versão acústica da sobrancelha franzida”.
Ali mesmo, na sala de exames, eu tenho aquela essencial combinação para o experimento, o bebê e o adulto. Essa é uma oportunidade de verificar o progresso do bebê em formar sons, mas também uma oportunidade de ajudar o adulto a reagir ao interesse daquele bebê interessado em aprender a como dar nome ao mundo – um impulso humano universal, expressado nas sílabas de uma trilha sonora humana universal.
Fonte: UOL

Psicomotricidade: a ciência do desenvolvimento humano
A prática da psicomotricidade auxilia a criança a lidar melhor com os desafios e a interessar-se pelo novo.
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Quando você escuta a palavra psicomotricidade, o que vem a sua mente? Tendo a França como berço, essa ciência existe desde o século XIX, quando neurologistas e psiquiatras buscavam no estudo do corpo humano a compreensão do funcionamento cerebral.
Segundo a professora de Educação Física Teresa Cristina Serra Damiano Borghi*, em psicomotricidade, o homem é estudado por meio do seu corpo em movimento, onde o corpo é considerado influenciador do desenvolvimento afetivo e da capacidade cognitiva. |
Para ela, “a psicomotricidade possui atuação direta na educação, por se tratar de um conhecimento básico acerca do desenvolvimento infantil, período crucial para o relacionamento futuro da criança no mundo”.
Teresa conta que a especialidade pode auxiliar crianças com dificuldades escolares características de imaturidade psicomotora como a disgrafia, as distorções de visão espacial e as dificuldades do controle postural, causadas, por exemplo, pelo avanço tecnológico e a antecipação da idade para a criança fazer uso da escrita como meio de comunicação. “Com o aumento de berçários e o ingresso das crianças cada vez mais cedo no Ensino Infantil em nosso país, houve também a necessidade de melhorar o nível de conhecimento do professor, que tem atuação direta no desenvolvimento dessas crianças”, explica.
A psicomotricidade pode ser aplicada em qualquer fase da vida, incluindo bebês e idosos. Dependendo do caso, a atuação pode ser formativa, preventiva ou terapêutica.
No Brasil, a formação de profissionais psicomotricistas existe há aproximadamente 30 anos, sendo que, atualmente, ocorre em nível de pós-graduação. Na opinião de Teresa, o tema é um conhecimento a mais na formação dos profissionais da Educação e da Saúde, e acrescenta: “A disciplina deveria ser obrigatória nos cursos de graduação em Educação Física, Pedagogia, Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional, Psicologia e Medicina”.
Agora que você já conhece a psicomotricidade, sabe que pode contar com mais um profissional para auxiliar no processo de desenvolvimento e aprendizagem do seu filho. Em caso de dúvida, converse sempre com o pediatra, profissional qualificado para orientar sobre a saúde da criança.
Teresa Cristina Serra Damiano Borghi é educadora física especialista em psicomotricidade pelo Instituto Superior de Psicomotricidade e Educação – Grupo de Atividades Especializadas – Organisation Internacionale de Psychomotricité et Relaxation (ISPE/GAE – OIPR). É sócia-titular da Associação Brasileira de Psicomotricidade e membro da equipe multidisciplinar da Psicoalpha (www.psicoalpha.com.br).

Criança que ouve direito
Não sofre para se socializar e tem um melhor desempenho na escola. Detectar distúrbios de audição precocemente - de preferência ainda na maternidade – é a chave para contornar a surdez e ajudar a meninada a se desenvolver numa boa.
por Camila Carvas
A história começa com as ondas de som de uma palavra penetrando no ouvido da criança. Orelha adentro, elas se transformam em impulsos elétricos que trafegam velozmente, de neurônio em neurônio, até alcançar uma área do cérebro chamada córtex auditivo. Lá tudo é decodificado e essa complexa viagem se traduz, finalmente, na voz carinhosa da mãe ou na explicação da professora. Mas, quando algo dá errado durante o trajeto, uma porta de contato com o mundo exterior se fecha. O pior de tudo é que, sem ouvir, o pequeno tampouco aprende a falar direito. Mesmo assim, a surdez pode passar anos despercebida – aí, o silêncio só costuma ser quebrado com um susto diante do rendimento escolar.
Uma pesquisa realizada pela fonoaudióloga Ana Cláudia Frizzo, da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto, no interior do estado, avaliou 25 crianças, entre 8 e 14 anos, com dificuldades na escola e constatou que todas elas apresentavam alguma deficiência de audição. É mais uma prova da conexão entre a capacidade de ouvir bem, o desenvolvimento da linguagem e a performance na sala de aula. “A aquisição da leitura e da escrita é baseada na correspondência do som com a letra”, justifica Ana Cláudia.
Não restam dúvidas de que a perda auditiva, ou surdez, atrapalha o aprendizado e a socialização dos pequenos. Eles podem vir ao mundo com o probelma, ou, então adquiri-lo em alguma fase do seu crescimento. “Hoje, felizmente, há menos casos de bebês que nascem surdos porque a mãe teve, durante a gravidez, doenças que comprometem o sistema auditivo da criança, como rubéola e toxoplasmose”, conta o otorrinolaringologista Lauro Alcântara, do Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba. Mas o sofrimento durante o parto e infecções contraídas na maternidade também podem provocar a deficiência.
Mais de 90% dos episódios de surdez na infância são consequência de uma lesão na cóclea, a estrutura que transforma o som em impulso elétrico. “Aí, além do tratamento com o fonoaudiológo, são indicados aparelhos auditivos ou implante coclear”, diz Sirley Carvalho, professora de fonoaudiologia da Universidade Federal de Minas Gerais. “Dessa forma, as vias auditivas da criança são estimuladas a se desenvolver e ela terá um aprendizado praticamente normal.”
Até os 3 anos de idade, o sistema auditivo é maleável e carece de estímulos para amadurecer. Portanto, quanto mais cedo for detectado algo de errado nele, maior a chance de reverter as falhas e evitar os prejuízos. Os especialistas defendem que o ideal seria o diagnóstico ser feito até os 3 meses de idade e a intervenção terapêutica, até os 6. “Detectar logo o problema nos ajuda a estimular quanto antes o tronco auditivo e o córtex cerebral”, diz Lauro Alcântara.
Nessa busca, um grande avanço é a triagem auditiva neonatal, que possibilita flagar a deficiência no recém-nascido. O método acaba de ser instituído em todo o país por uma lei federal sancionada pelo presidente Lula. Ele fará a diferença porque, no primeiro ano de vida, a observação do pediatra e dos pais é insuficiente. E, quanto mais tempo a criança ficar sem ouvir, mais complicado será o tratamento.
Foi justamente para correr atrás do prejuízo que o pequeno paulista Theodoro Frisene Pimenta, de 2 anos, começou a usar um aparelho auditivo assim que sua surdez foi revelada. “Até os 6 meses nunca desconfiamos de nada”, recorda a mãe, a professora Laura Frisene Pimenta, que suspeitou de algo estranho quando seu filho estava no oitavo mês. “Quando passávamos atrás dele e falávamos alguma coisa, ele não respondia”, conta. O problema na cóclea foi identificado depois dos exames com o otorrino. Theo adotou, então, um aparelinho e, há seis meses, recebeu o implante coclear – um dispositivo eletrônico instalado em uma cirurgia e que faz as vezes da estrutura do ouvido interno. “Como ele tem surdez severa, se não passasse por isso, também ficaria mudo”, diz Laura.
Mesmo a surdez leve ou moderada emperram, mais tarde, o desenvolvimento da meninada, que demora para falar e fica com o vocabulário reduzido. “Às vezes, porém, o ouvido em si é saudável, mas há um problema no cérebro que dificulta a interpretação dos sons”, observa a fonoaudióloga Ana Cláudia. Nesse caso, não basta um aparelho ou um implante – é preciso fazer um treinamento auditivo para estabelecer associações entre as letras e os sons.
Na turma que vai mal na escola, no entanto, a perda auditiva é geralmente reparada com um aparelho acomodado na orelha. “As maiores causas de desatenção na sala de aula são distúrbios auditivos e visuais”, afirma o otorrinolaringologista Pedro Albernaz, que, no final dos anos 1990, coordenou uma campanha nacional contra a surdez. “Fizemos exames de audiometria em alunos da primeira série do ensino fundamental da rede pública em cidades com mais de 50 mil habitantes e verificamos que entre 12% e 14% deles tinham dificuldades de audição”, conta o médico, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. A audiometria é, de fato, uma avaliação simples e crucial, que oferece a oportunidade de consertar o transtorno e permitir que a criança cresça com uma nova forma de ouvir o mundo. A mudança se reflete até no boletim.
Informações complementares:
Triagem Auditiva Neonatal
O teste da orelinha é um exame singelo e indolor que identifica distúrbios auditivos em recém-nascidos. O método aponta o problema em fase da vida da criança em que os sinais comportamentais não são suficientes para acusá-lo.
A descoberta do som
Veja o que acontece ao longo da maturação do sistema auditivo da criança.
Saiba mais
Fonte: Revista Saúde! é vital edição de Agosto 2010 páginas 62 a 65.

Pais barram filhos deficientes em escolas comuns, aponta pesquisa
De São Paulo
As barreiras que dificultam a inclusão de crianças com deficiência em escolas comuns não são apenas físicas. Muitas vezes, elas começam na própria casa, segundo reportagem de Antônio Gois e Claudia Collucci publicada na edição da segunda-feira passada da Folha.
Segundo o texto, uma pesquisa do Ministério do Desenvolvimento Social com 190 mil famílias que recebem o Benefício de Prestação Continuada, por terem em casa criança ou jovem com deficiência, física ou intelectual, mostrou que a maioria (53%) das famílias cujas crianças não estavam na escola apontou como razão o fato de considerar que os filhos não tinham condições de aprender.
A coordenadora-geral de acompanhamento dos beneficiários, Elyria Credidio diz ainda que as dificuldades para matricular essas crianças em escolas regulares não se restringem a famílias de baixa renda. Enquanto em escolas públicas o percentual desses alunos na mesma sala que os demais chega a 70%, na rede privada, o percentual de incluídos é de apenas 8%.
Fonte: Folha.com acessado em 20/08/2010

Criança dorme menos do que o indicado
Pesquisa revela que um terço das crianças do país entre 4 e 12 anos tem menos de 8 horas de sono.
Mais da metade dos adolescentes do país dormem menos de oito horas por dia. A situação é pior entre os que têm aparelho de TV ou computador no quarto.
Entre as crianças entre 4 e 12 anos, o índice das que dormem menos do que o recomendado também é alto: cerca de 30%, segundo dados do projeto Atenção Brasil.
Pais de 6 mil jovens de 4 a 19 anos foram ouvidos pela pesquisa feita pelo Instituto Glia em 17 Estados do país e divulgados ontem pelo jornal “O Estado de São Paulo”.
O resultado das horas dormidas a menos pode se refletir nos estudos e nas relações sociais. A pesquisa mostra que quem dorme mais de oito horas tem o dobro de chances de ter bom desempenho escolar e boa saúde mental, que inclui não apenas a ausência de doenças, mas o bem estar do jovem.
Já as noites curtas resultam em diminuição da imunidade e prejuízo da memória e da concentração.
Segundo pesquisas, o fenômeno ocorre em todo o mundo e costuma piorar na adolescência, quando há o impacto das alterações hormonais e do estilo de vida de cada um.
Entre as causas para as noites mais curtas, estão a permissividade dos pais e as horas gastas com TV e computador.
Fonte: Jornal Metro Brasil em 23/08/2010

Conheça mais sobre dor de ouvido, muito comum na primeira infância.
por Letícia Dal'Jovemo
(São Paulo- Brasil, 10 de agosto 2010)
1. O que é a dor de ouvido?
Também chamada de otite ou otalgia, essa dor significa a mesma coisa: infecção no ouvido. Existem dois tipos de otite, a externa e a média. Para entender melhor é preciso compreender a formação desse órgão, que é dividido por três partes: externo (orelha e canal auditivo): médio (no final do canal auditivo, está a membrana timpânica e, atrás dela, a parte média do ouvido). "A otite externa é a inflamação desta parte do ouvido, especialmente o pavilhão auditivo (orelha). Normalmente, é causada por contaminação bacteriana, retenção de água, trauma químico ou mecânico", explica o pediatra do Hospital Leforte, Francisco Lembo Neto. Já a otite média acomete o tímpano, ou seja, a parte média do órgão. "Esta segunda classificação da otalgia é originada por bactérias ou vírus", esclarece o médico. É comum os pequenos apresentarem essa dor durante a primeira infância. "Aos 3 anos, 80% das crianças já tiveram otalgia", relata Lembo.
2. Quais são as causas?
Além das causas já citadas, a otite pode estar associada a doenças das vias aéreas superiores, como as gripes, os resfriados e as sinusites. A umidade é outro fator que colabora para que a inflamação aconteça, pois ela favorece o crescimento de germes e fungos. "O uso de cotonetes para manter a higiene do local não é recomendado, já que pode agravar a inflamação. Vale lembrar de que a utilização inadequada dos cotonetes é uma das causas traumáticas do problema", alerta o pediatra.
3. Quais são os sintomas?
Nos lactentes, as mães podem observar alguns sinais para identificar o que o pequeno sente. O choro intenso é a primeira dica, pois pode representar a dor, há frebre, dificuldade para mamar e vômitos nos casos mais intensos, há irritabilidade por parte dele. "A otorreia, secreção eliminada pelo órgão inflamado, é o sinal mais evidente de que a criança está com otite."
4. Como é a recuperação?
"Ela se dá com o tratamento adequado, que deve ser indicado por um especialista habilitado, mas que normalmente, acompanha o uso temporário de antibióticos", orienta. Durante a consulta, o médico deve ensinar aos pais a maneira mais correta de se fazer a higiene do ouvido. Com isso, o pequeno deve parar de chorar, a febre acabar e o apetite voltar.
5. Quais são as consequências se a infecção não for tratada?
A otite pode levar a várias complicações. Se não tratá-la ou tiver tratamento incorreto, a inflamação pode se transformar em: mastoidite (infecção do osso mastoide): paralisia facial; labirintite; parotidite, perfuração persistente da membrana timpânica, perda auditiva e/ ou necrose dos ossos do ouvido, e otite crônica", explica o pediatra.
Fonte: Revista Baby & Cia em 01/07/2010

Teste da orelhinha agora é obrigatório
(São Paulo- Brasil, 10 de agosto 2010)
Exame que identifica deficiências auditivas em bebês passa a ser regra em todo o país, mas ainda não há prazo para que as unidades se organizem a fim de oferecer o serviço.
por Carolina Khodr
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que torna obrigatória a realização gratuita do teste da orelinha em todos os hospitais e maternidades públicos do país. Esse exame identifica precocemente a existência de alguma deficiência auditiva nos bebês, diminuindo o risco de a criança ter problemas graves de audição.
De acordo com o Ministério da Saúde, a Triagem Auditiva Neonatal, popularmente conhecida como teste da orelinha, já é realizada gratuitamente em algumas regiões pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Com essa nova lei, o Ministério vai regulamentar o exame e estabelecer metas e ações junto aos estados e municípios para que o teste possa ser oferecido em todas as unidades do país. Após regulamentação e acordos com as secretarias de saúde dos estados, serão fixados prazos para que hospitais e maternidades se adequem aos padrões e às normas de realização dos exames.
Idade escolar
A presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria no Distrito Federal, Vera Bezerra, apoia a obrigatoriedade do teste da orelinha e explica que, sem o diagnóstico precoce constatado pelo exame, é difícil que os pais percebam o problema. "Só quando o bebê chega perto de completar um ano é que os pais se preocupam com o seu silêncio, e chegam a desconfiar de retardo mental, quando na verdade ele não fala simplesmente porque não escuta", conta. Outras vezes a deficiência é percebida ainda mais tarde quando a criança tem dificuldades de aprendizado, já em idade escolar. A especialista destaca que quanto mais cedo o problema for identificado, maiores as chances de tratamento sem que restem sequelas.
Em 2009, quase 270 mil crianças fizeram o teste da orelinha no país - 46% a mais do que o número de exames realizados em 2008 nas cidades onde o serviço era oferecido. Dados da Sociedade Brasileira de Otologia mostram que entre 50% e 75% das deficiências auditivas podem ser detectadas pela Triagem Auditiva Neonatal. Além do teste da orelinha, outros exames são fundamentais para garantir a saúde e a qualidade de vida dos bebês, como o teste do pezinho e do olinho, que ainda não é obrigatório.
Fonte: Correio Braziliense em 04/08/2010

Artigo – Programa Infantil
(São Paulo- Brasil, 22 de fevereiro 2010)
Quem canta muitas coisas aprende!
Desenvolver a fala, a coordenação motora e ensinar o seu crescidinho a viver em grupo. Conheça os diversos benefícios da música para o aprendizado.
Cada vez mais se tem falado dos benefícios da música para o aprendizado. Não é para menos: as canções são uma ferramenta pedagógica poderosa, que auxilia no desenvolvimento da fala e da coordenação motora, além de fazer com que o crescidinho aprenda a conhecer o mundo das palavras e a conviver melhor com as outras crianças.
De acordo com alguns estudos, a música age em diferentes áreas cerebrais ao mesmo tempo, o que faz o cérebro das crianças ser intensamente exercitado. O resultado? Uma melhora da capacidade de memória e de aprendizado. É por isso que o contato com a música deve acontecer o quanto antes.
A música infantil também é um ótimo recurso metalingüístico para auxiliar no desenvolvimento da fala: a repetição de sílabas e o uso de rimas e de diferentes entonações ajudam a criança a perceber e aprender o significado das palavras.
As canções enriquecem o repertório verbal da criançada, cada nova música aprendida traz sempre novas palavrase fazem os crescidinhos prestarem atenção em diferentes histórias, o que é ótimo para o desenvolvimento da concentração. Além disso, as músicas infantis têm um vocabulário simples e educativo, incentivando o aprendizado das crianças.
E ainda tem mais...
Se esses motivos já não fossem suficientes, é importante lembrar que o desenvolvimento da coordenação motora também é um outro benefício importante proporcionado pelas canções. Quando a musica pede à criança para bater palmas, levantar o pé e correr, ela tem de fazer várias coisas ao mesmo tempo: prestar atenção ao comando, realizar a ação e seguir um ritmo. Essas ações conjuntas estimulam o desenvolvimento da coordenação motora.
A criança que é estimulada a cantar com um grupo, o que geralmente acontece na escolinha, aprende de forma bem divertida como viver e trabalhar em equipe. Afinal, quando há uma roda de crianças cantando, geralmente a professora mostra quando é a vez de um e a do outro. Aprender a hora certa de ouvir e a de cantar nada mais é que aprender, de forma lúdica, como viver em sociedade!
Muito importante para estimular o aprendizado dos crescidinhos, a música é quase sempre presença certa nas pré-escolas. E se a criança não tiver esse tipo de atividade durante as aulas, os pais não devem deixar de estimular essa brincadeira em casa.
Fonte: Johnson & Johnson

Crescimento e Desenvolvimento
(São Paulo- Brasil, 22 de fevereiro 2010)
Brincar é muito legal!
As brincadeiras são muito mais do que lazer para a criançada. Elas são essenciais para o aprendizado e o desenvolvimento de diversas habilidades.
Para as crianças, brincar é muito mais do que simplesmente diversão. As atividades lúdicas têm papel fundamental no desenvolvimento do crescidinho e o ajudam a compreender melhor o mundo em que vive. É através das brincadeiras que a criança começa a separar a fantasia da realidade e a extravasar os mais diversos sentimentos. Interagindo com os brinquedos, ela também desenvolve importantes habilidades motoras e intelectuais com mais facilidade.
Criatividade, lógica, relacionamento em equipe, sociabilidade, maturidade emocional e concentração são apenas alguns dos benefícios promovidos por uma boa brincadeira. Para comprovar, faça o teste: deixe seu filho brincar livremente e fique observando.
Você vai perceber que muitas das situações que ele cria têm relação com suas experiências recentes. O modo como a criança interpreta essas vivências nas brincadeiras demonstra como ela está lidando com essas experiências e pode até ajudar os pais a conhecerem melhor seu crescidinho.
A importância dos brinquedos
Enquanto os bonecos e brinquedos de montar dão asas à imaginação, os jogos exigem raciocínio. Diante dos resultados, seu filho aprenderá que existe o ganhar e o perder e aceitará esses dois conceitos. Se a brincadeira for em grupo, ele ainda aprende a importância de trabalhar em equipe e pratica a sociabilidade.
Até mesmo os videogames e jogos de computador, que geram tanta controvérsia entre pais e educadores, podem ser bastante úteis nesse processo. Eles também estimulam o raciocínio e os reflexos e podem até auxiliar no processo de alfabetização, se forem escolhidos com cuidado pelos pais.
Fonte: Johnson & Johnson

Estudo associa melhora da qualidade do ar à redução nas infecções de ouvido
(São Paulo- Brasil, 22 de fevereiro 2010)
A melhora observada na qualidade do ar na última década pode ser a responsável pela redução nos casos de infecção de ouvido em crianças nos Estados Unidos, segundo estudo da Universidade da Califórnia em Los Angeles. Uma revisão dos dados da Pesquisa Nacional de Saúde do país - incluindo mais de 120 mil crianças no período entre 1997 e 2006 - mostrou que, à medida que a qualidade do ar melhorou de forma constante, o número de casos de infecções frequentes de ouvido reduziu significativamente.
“Acreditamos que essas descobertas, que demonstram uma correlação direta entre a qualidade do ar e as infecções de ouvido, têm significância médica e política”, destacou a pesquisadora Nina Shapiro, co-autora do estudo. “Os resultados validam os benefícios do Ato do Ar Puro de 1990 revisado, que dá à Agência de Proteção Ambiental mais autoridade para implementar e reforçar regulamentações reduzindo as emissões de poluentes no ar. Eles também mostram que o ambiente pode ter benefícios diretos nas medidas de qualidade da saúde”, concluiu a especialista.
Fonte: UOL_BOA SAÚDE BLOG_02/02/2010

Implante coclear traz qualidade de vida para crianças com problema de audição
(São Paulo- Brasil, 18 de fevereiro 2010)
Crianças com os dispositivos auditivos cirurgicamente implantados chamados de implantes cocleares avaliam sua qualidade de vida como igual à de crianças com audição normal, de acordo com um dos primeiros estudos a examinar as crianças e seus pais.
As descobertas são importantes, segundo os pesquisadores, pois crianças muitas vezes se sentem socialmente isoladas, enfrentam dificuldades em fazer amigos e tendem a ter baixa auto-estima como resultado. A principal autora, Betty A. Loy, disse que a informação será útil a pais prestes a tomar decisões sobre implantes cocleares para seus bebês.
“Eles querem saber: ‘Será que meu filho será ridicularizado? Ele será incomodado pelos colegas? Como meu filho se sentirá consigo mesmo com esse aparato em sua cabeça?”’, disse Loy, do Programa de Implantes Cocleares de Dallas.
Os pesquisadores perguntaram a 84 crianças com implantes cocleares como se sentiam a respeito delas mesmas, de suas vidas familiares, de seus amigos e da escola. Os pais foram questionados separadamente e as respostas foram comparadas com as de um grupo de controle de 1.501 crianças na mesma faixa etária, de 8 a 16 anos, com audição normal. O estudo aparece na edição de 1o de fevereiro da publicação Otolaryngology – Head and Neck Surgery.
Embora as classificações gerais de qualidade de vida fossem muito similares àquelas do grupo de controle, as crianças mais novas pareciam ser mais felizes que os adolescentes – mas classificavam de forma mais baixa suas vidas em família do que as crianças com audição normal.
Fonte: UOL Ciência e Saúde

Artigo publicado na revista Reação, Ano XI - Ed. nov/dez 2008
Desabafo sobre o preconceito - Por Vanessa Vidal
(São Paulo- Brasil, 18 de junho 2009)
Alcançar o título de Miss Ceará 2008 abriu os olhos da sociedade para o potencial que existe nas pessoas com deficiência. Obter o 2° lugar no MIss Brasil 2008 reafirmou a presença marcante das pessoas com deficiência na sociedade através da beleza, simpatia, inteligência e capacidade durante o concurso, abrindo assim portas para a participação no MIss Beleza Internacional, onde todos perceberam que, mesmo sendo surda, com oportunidades inclusivas, poderia concorrer em igualdade com as demais participantes.
Durante a organização para participar do Miss Beleza Internacional algumas circunstâncias me mostraram que encontraria barreiras. Ao chegar ao Japão, logo percebi a realidade que enfrentaria, ficando assustada com a situação. O sentimento que me consumia era de ter voltado ao início de tudo, ao início de minha carreira.
Estava sem intérprete de Libras e a inclusão tão esperada por mim e pela comunidade surda em todo o mundo, não existiu. Vi meus sentimentos sendo esmagados, meus direitos desrespeitados. Questionava-me como a sociedade, sendo conhecedora da realidade das pessoas surdas, de sua cultura de sua acessibilidae específica, deixou que isso acontecesse.
As outras concorrentes estavam acompanhadas de tradutores poliglotas fazendo valer o mesmo direito que a mim foi negado. Reafirmo aqui o valor da Inclusão. Imaginemos um mudno escuro, sem cor, nem vida... Cada um com suas diferenças, deficiências; brancos ou negros, surdos ou ovientes; todos, sem exceção, dão cor ao mundo, tornando-o menos preconceituoso, colorido e melhor de se viver. Creio que esta postura inclusiva pe a mais coerente para amenizar a discriminação vivenciada.
Desde o período que concorri ao Miss Ceará 2008, barreiras se colocavam diante de mim e eu as transformava em portas, em oportunidades de crescimento e aprendizagem. Foram muitas lições aprendidas. O que eu vivenciei no exterior derrubou toda inclusão perfeita que eu idealizei para o concurso. O mês que antecedeu o concurso foi para mim um sacrifício. devido à ausência de intérprete, refletiram numa comunicação quebrada... Os expectadores do concurso não perceberam o que eu sentia naquele momento. Ao apresentar-me ao público, utilizei a Libras de maneira simplificada. Senti-me prejudicada, porém sou determinada!
Registro aqui esta experiência na tentativa de alertar que ainda há tempo: podemos sim acabar com a discriminação que existe paralela à globalização que vivemos. A sociedade precisa mudar seus conceitos e acabar com o pré-conceitos.
Ainda com um sentimento de tristeza esforço-me diariamente para sorrir verdadeiramente, não como modelo, mas como ser humano. Não quero apenas que me admirem por minha beleza, mas sim pelo meu potencial, por minha inteligência, perseverança, determinação e capacidade, pois só assim o preconceito irá diminuir e as pessoas poderão viver inclusas sem nenhuma dificuldade. reafirmo que muitas lições foram por mim aprendidas. Aproxima-se o dia em que eu passarei a minha coroa de Miss Ceará, mas a coroa que almejo guardar é aquela que é feita de valorização a inclusão social com responsabilidade.

Aconteceu em São Paulo
Professores fazem curso de lingua portuguesa para deficientes auditivos
(São Paulo- Brasil, 18 de junho 2009)
Educadores de diferentes disciplinas serão treinados pela secretaria a partir do próximo dia 19.
No próximo dia 19, a Secretaria de Estado da Educação vai oferecer aos professores de ciências, história, geografia e educação especial um curso de orientação técnica de ensino de língua portuguesa para alunos com deficiência auditiva. Serão capacitados 364 educadores no Centro de Apoio Especializado (Cape), da Secretaria.
O mesmo curso será realizado nos dias 6, 7 e 8 de julho, também no Cape. O objetivo é capacitar professores de outras disciplinas para trabalhar a grafia com alunos que apresentem deficiência auditiva. Até então, essa tarefa coube apenas aos professores da língua portuguesa, responsáveis pela alfabetização.
A Secretaria atende cerca de 290 alunos com deficiência auditiva nos ensinos Fundamental e Médio de todo o Estado, que serão beneficiados pelo programa de atualização de professores. "Investir no treinamento constante de professores é fundamental para garantir a inclusão destes alunos. Com professores capacitados, damos um passo decisivo para melhorar a aprendizagem dos estudantes", afirma o secretário de Estado da Educação, Paulo Renato Souza.
As aulas serão ministradas por profissionais do Cape e por Maria Cristina Pereira, professora de Lingüística da PUC (Pontifícia Universidade Católica) e membro da Divisão de Educação e Reabilitação dos Distúrbios de Comunicação da PUC.
O Cape é o órgão responsável pela produção de materiais destinados aos alunos portadores de necessidades especiais. Além disso, o departamento realiza um trabalho especializado para identificar alunos superdotados, com déficit de atenção ou hiperatividade. Sua equipe é formada por psicólogos, fonoaudiólogos e professores especializados.
Fonte: Secretaria de Estado de Educação - SP

Aconteceu em São Paulo
Teatro para deficientes auditivos e visuais
(São Paulo-SP, 28 de outubro 2008)
Numa cidade com mais de 120 salas de espetáculos, o Teatro Vivo, no Brooklin, tornou-se o primeiro a disponibilizar um recurso especial para pessoas com deficiência auditiva. Desde o dia 10 de outubro, a casa oferece dez assentos equipados com monitores de LCD de 7 polegadas, individuais, que transmitem ao vivo as falas dos atores reproduzidas por uma intérprete do sistema de LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais). Segundo a assessoria de imprensa do teatro, vinte pessoas já utilizaram o serviço.
Essa nova ferramenta reforça a questão da acessibilidade como um dos grandes trunfos do Teatro Vivo. Além de espaços adaptados para cadeirantes, a casa também conta, desde 2006, com um sistema de audiodescrição para deficientes visuais. Eles recebem a sinopse da peça em braille e um aparelho semelhante ao de tradução simultânea, para ouvir a descrição de detalhes do espetáculo, como cenários e figurinos.
As sessões para deficientes visuais e auditivos acontecem sempre às sextas e ingressos no valor de meia-entrada. É necessário fazer solicitar o serviço com antecedência.
Teatro Vivo, Avenida Doutor Chucri Zaidan, 860, Brooklin, 5105-1520.
Fonte: Veja São Paulo

Aconteceu em Campinas
I Congresso Brasileiro de Otorrinopediatria
(Campinas - SP, 24 e 25 de abril 2009)
O Programa Infantil Phonak esteve presente no primeiro encontro de Otorrinopediatria de São Paulo, evento que reuniu em Campinas médicos otorrinolaringologistas, alergistas e pediatras para discussão de temas da saúde infantil. O evento abordou entre diversos assuntos, a questão da triagem auditiva neonatal e o diagnóstico precoce da perda auditiva.

Aconteceu em Bauru
O nascimento do Programa Infantil Phonak Brasil
(Bauru - SP, 18 de abril 2009)
O nascimento do Programa Infantil Phonak Brasil foi durante o 24º Encontro Internacional de Audiologia realizado em Bauru, cidade do interior de São Paulo, entre os dias 18 e 21 de abril.
Prestigiaram o evento os audiologistas Carlos Calvo e Mariana Maggio, idealizadores do projeto internacional, e apresentaram duas conferências. Uma sobre os princípios da terapia fonoaudiológica centrada na família e a segunda foi sobre a contribuição da utilização dos sistemas de FM nas escolas para crianças usuárias de AASI. E a
Phonak do Brasil apresentou para os fonoaudiólogos a proposta do Programa Infantil Phonak Brasil, contando com o apoio dos profissionais do Grupo de Apoio Pediátrico e outros profissionais - referência em saúde auditiva infantil.
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