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Criança e audição
 
 

A perda auditiva é um problema grave e nem sempre visível, que compromete o desenvolvimento da linguagem, função necessária para a habilidade de fala e da comunicação. Crianças pequenas exigem um cuidado diferenciado quando pensamos no diagnóstico e posterior atendimento (seleção e adaptação de aparelhos e terapia).

É extremamente cuidadoso o processo de adaptação de aparelhos de amplificação sonora nesta população. Torna-se necessário inicialmente o uso de um conjunto de procedimentos a fim de definir as características da perda auditiva, para então selecionarmos o melhor ajuste e todas as outras características dos aparelhos de amplificação sonora individual. O atendimento deverá ser realizado por profissionais que compõem uma equipe multiprofissional, formada por fonoaudiólogos, médico otorrinolaringologista, pediatra, neurologista e psicólogo.


O mundo dos sons


O teste de audição é realizado usando-se o audiômetro. O teste mede de forma precisa a extensão da perda auditiva. Como a perda pode ser diferente em cada uma das orelhas, estas são testadas separadamente com fones. Tanto a percepção dos sons como o entendimento da fala são avaliados.

Faixa de fala
A fala consiste em vogais e consoantes em diferentes frequências e intensidades. Uma orelha saudável registra esses sons. Quando há perda auditiva, é preciso maior intensidade para ouvir esses sons. Dependendo do grau e da progressão da perda auditiva, esses elementos da fala são menos intensos que o limiar de audição e deixam de ser audíveis, pelo menos quando falados em intensidade natural.

ATENÇÃO: Esta figura é meramente ilustrativa. Os exemplos sonoros não estão calibrados conforme a intensidade referida no gráfico.

OBSERVAÇÃO: ESTE NÃO É UM TESTE AUDITIVO. PARA FAZER UM TESTE DE AUDIÇÃO, CONSULTE O SEU MÉDICO OTORRINOLARINGOLOGISTA.

No gráfico acima estão representados os sons da fala (na área cinza) e alguns sons do nosso cotidiano. Na vertical temos a escala de intensidade e os graus de perda auditiva (nível de audição). Na horizontal temos as frequências da amplitude do som, desde graves (125Hz) a agudas (800Hz). Cruzando todas essas informações podemos ter uma ideia do que uma pessoa com determinada perda auditiva consegue ou não ouvir.

 
 
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